
E VAMOS AO SEGUNDO TURNO...
Saí do local de votação com a sensação horrível de dever não cumprido. Talvez por ter após muita luta a conquista do voto para presidente, não exercê-lo.
Me senti roubada em um direito, triste por não ter alternativas para concluí-lo, lesionada na esperança.
Passamos por tantas mudanças e transformações, tantas coisas... Os partidos de duas letras transformaram-se em partidos de 4 ou mais letras e vice versa.
No ensino fundamental tínhamos que decorar os nomes dos prefeitos, governadores, ministros. Era fácil, porque eles ficavam no poder e não eram impugnados por falta de decoro parlamentar (nem sabíamos o que era isso). Não se ouvia falar de CPI, escândalos da cueca, mala, meia, dancinha no senado, grampos telefônicos, quebra de sigilo bancário e etc... e tal.
Hoje não temos nada definido em meses, que dirá em 4 anos. Não podemos afirmar mais que o ministro de hoje será o mesmo de amanhã.
Hoje temos dança em culto a imagem do trambiqueiro, ladrão (quem rouba dinheiro alheio é ladrão ainda né?), corrupto. Temos CPI que não segue adiante e não encontra culpado algum. Temos leis que não se aplicam e outras que se justificam em causas próprias, sempre de outrem.
Tá difícil acreditar, tá difícil votar. Um país que elege um humorista de péssima qualidade para um cargo onde ele vai gerar e votar leis que nos beneficiem ou nos deteriorará mais o poder econômico, social, educacional e moral, não pode estar caminhando para a seriedade/maioridade.
Muito se houve falar em obrigatoriedade do voto, do serviço militar e coisa e tal... mas cade o patriotismo do povo? Sem patriotismo não existe outra forma se não a obrigação. Está faltando muito, muito, muito amor a nossa terra, ao nosso chão. Está faltando vergonha, respeito, dignidade, amor.
Eu na minha inocente e humilde servidão (é como vejo todos os brasileiros que não possuem o poder aquisitivo de um deputado/vereador/senador/ministro/presidente/organizações de rádio e tv/empresários/bandidos) ouso, completamente utópica, em dizer que isso tudo tem jeito, e um jeitinho que só brasileiro saberia dar.
Primeira etapa: só poderão se candidatar pessoas idôneas, dignas e sem histório de roubalheiras (vai cair de forma vertiginosa os candidatos).
Segunda etapa: o piso salarial inicial será de 1 salário mínimo (sem adicionais de auxílio moradia, paletó, combustível, cafezinho, etc. e tal).
Terceira etapa: aposentadoria em dois mandatos acaba, passa para aposentadoria aos 35 anos se serviço (sem interrupção).
Basta um desses ítens para acabar com os outros e definitivamente com a corrupção, roubalheira e falta de vergonha e respeito ao cidadão brasileiro.
Quem compra a idéia? Tô vendendo baratinho...

PRO DIA NASCER FELIZ... PRO DIA NASCER FELIZ... PRO MUNDO INTEIRO ACORDAR...